Casas de Artistas e Oásis da Criação

Para ativar o processo criativo, muitos artistas gostam de se afastar do mundo cotidiano e se refugiar em lugares calmos, talvez até inacessíveis. Alguns artistas resolvem construir seus próprios refúgios e, consequentemente, criam verdadeiras obras de arte da arquitetura. São essas obras que iremos mostrar nesse post.

CASA DE JAN COX – IDAHO

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Jan Cox, artista e designer que trabalha com metal, vidro, fotografia e vídeo, cresceu no noroeste do Pacífico. Quando tornou-se adulta, mudou-se para Ketchum, Idaho, EUA, deseja um pouco mais de isolamento. Foi quando Cox teve a plano de construir uma casa em pleno deserto,  no sul do Idaho, longe até de pequenas cidades. Após quase uma década de ajustes do projeto com o arquiteto Tom Kundig, Cox mudou-se para a casa em 2008.

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A estrutura pequena e minimalista –  moradia, estúdio e jardim de esculturas – foi forjada principalmente a partir de materiais orgânicos, inalterados. Ela viu o espaço como um santuário onde a arte – e não apenas a sua – poderia viver, respirar e interagir com a paisagem desértica do entorno, que pode ser vista através de grandes janelas de quase todos os cantos da casa. Para isso, além de encher a casa com seu próprio trabalho, encomendou obras de outros artistas e designers. A casa foi posta à venda no ano passado.

FREEDOM COVE – CANADÁ

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O casal Wayne Adams, escultor e Catherine King, dançarina, artista, escritora e música, decidiram deixar a cidade de Tofino, em Vancouver, em 1991. Como sabiam que mundo das artes nem sempre garante bons frutos, tiveram como objetivo viver uma vida longe da cidade e de subsistência – quanto menos gastos, mais dinheiro para projetos artísticos. Como não tinham capital para comprar um imóvel, construíram por conta própria uma casa flutuante. O complexo auto-fabricado, conhecido como Freedom Cove, flutua em uma entrada oceânica e agora abriga a casa, um farol onde podem hospedar convidados, uma pista de dança, um estúdio de arte e quatro estufas, onde produzem a maior parte da comida.

Para o casal, a casa é um trabalho de amor que lhes permite a liberdade de fazer o seu trabalho, sem as limitações financeiras de viver em uma cidade. A casa flutuante, pintada quase completamente em azul e magenta, parece uma vila de conto de fadas, envolta por uma enseada exuberante.

NotONA – PATAGÔNIA 

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Escultor suíço, designer e aventureiro, Not Vital tem a reputação de gostar de desaparecer. Em 2008, quando ouviu falar de uma pequena ilha à venda no meio do Lago General Carrera, que se estende do Chile à Argentina, aproveitou a oportunidade para criar um verdadeiro retiro – um espaço de solidão e contemplação da terra que o rodeia.

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Sua ilha, chamada de NotOna, é parte obra de arte, parte moradia. A partir da base da pequena massa de terra, ele esculpiu um túnel de ponta a ponta. O motivo: apreciar o nascer do sol e da lua. “Nenhum som, nenhum ruído, nenhum cheiro, nenhum telefone. O ventre da terra”, comentou em entrevista ao portal Artsy.

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“Desde a infância eu queria entrar dentro do mundo, das pedras, ser protegido e ver o mundo de dentro. A superfície não era o suficiente para mim. Talvez seja por isso que eu queria ser um escultor antes de tudo”.

Via: Artsy